
No mundo globalizado e cheio de informação de hoje, lembrar de alguém que você só viu no máximo umas dez vezes em no máximo três meses é impossível. Para que nossa mente absorva todas as informações necessárias para que você se lembre de alguém toma no mínimo uns dez encontros em no máximo três semanas. Caso contrário, encontrar com ela fará com que você não a reconheça. Posso citar um exemplo bem recente que me aconteceu. E quem não pode, tem problemas ou é um gênio, ou simplesmente não consegue nem se lembrar de um simples acontecimento banal como este.
Ontem, estava eu andando distraído com meus pensamentos, em frente ao Detran na Avenida João Pinheiro, quando alguém me deu um toque e me perguntou como eu estava. Logo no início, pensei que fosse um engano, mas a pessoa me perguntava como andava a faculdade, os namoros, estas coisas. Não consegui me lembrar de onde a conhecia e nem quem era. Acho que todos já passaram por esta situação. Ela nos deixa confusos, pois por mais que tentemos descobrir de quem se trata, não conseguimos. Eu, particularmente, tenho 3 regras para esta situação. Elas são:
1ª Regra: não demonstre que não conhece a pessoa. Cumprimente-a cordialmente, se puder fale “querida”, em lugar do nome. Foi assim que fiz. Ao mesmo tempo, tente ao máximo lembrar quem ela é. Olhe diretamente nos olhos, repare na fisionomia, na cor dos cabelos, etc, até conseguir lembrar quem ela é. Se conseguir, não precisará usar as outras regras abaixo.
2ª Regra: Se não conseguir lembrar quem é a pessoa, pelo menos você não a fez passar por uma situação embaraçosa e nem você. Bata um leve papo, pergunte como vai a Faculdade, o namorado. Mesmo que ela diga que já te disse que já se formou ou que terminou o namoro faz tempo, talvez ela lhe jogue uma dica de quem é, ou de onde se conheceram. Eu não consegui nenhuma dica com ela, apenas que fazia pós-graduação já. Se você conseguir lembrar, não precisará da próxima regra.
3ª Regra: Se nenhuma das duas regras acima tenha lhe ajudado a descobrir quem é a pessoa em sua frente, então está na hora de você dar no pé. Termine o papo com alguma desculpa, falando que tem outras coisas para fazer e que foi bom revê-la. Foi assim que fiz. Falei que tinha que entregar um trabalho na faculdade e que já estava atrasado. Sei que está regra não ajuda a descobrir quem é a pessoa, mas não fará você passar por um amnésico.
Mas há também uma última regra, que é para aqueles que têm a total obsessão compulsiva depressiva de saber quem que se trata realmente. Então, ai vai ela:
4ª Regra: Se você tem a doença que citei acima, então pode se comportar de duas formas: a verdadeira, em que você fala a verdade, mostrando que realmente não lembra dela e lhe pede que lhe diga quem é; e a fictícia, em que você fala que seu celular deu um problema e lhe pede o número dela novamente, talvez ela lhe lembre, mas é arriscado, pois após ela te dar o número ela pode ficar esperando você falar o nome dela, ai você vai ter que usar a forma verdadeira.
Há também os casos de pessoas que acham que te conhecem, mas na verdade, elas estão te confundindo com outra pessoa. Nestes casos, use o velho ditado de “não faça aos outros, o que você não gostaria que lhe fizessem”, ou seja, finja que realmente conhece a pessoa, concorde com tudo o que ela disser e tente dar no pé o mais rápido possível, com a velha desculpa de “estou cheio de coisas para fazer, depois nos falamos, adeus”. Ajuda bastante no fingimento e não deixa a pessoa constrangida.
Depois que consegui sair da 3ª regra, fui em direção a faculdade, batalhando com minha memória para saber quem era a tal menina que me cumprimentou em frente ao Detran. Quando cheguei na porta da faculdade, lembrei de quem se tratava. Era uma garota que fazia pós-graduação lá e que eu havia filado um cigarro e batido um bom papo. É, no fundo, depois de tanta briga comigo mesmo, finalmente lembrava. Acho que tenho que começar a tomar minha pílula para esclerose.
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