Quarta – Feira, aula de um ótimo professor em que eu conseguia extrapolar meu lado meio calado. Um momento em mim, em que todos os valores mereciam ser revisados. A aula deste dia não poderia ser melhor para o meu processo de crescimento interior. O professor passou um filme, chamado “Quanto Vale, Ou é Por Quilo?”. Nele, fala como as pessoas, quando ajudam, querem apenas tirar lucro, um aproveito próprio, desvirtuando dos valores que atribuímos à solidariedade.
O filme já havia acabado, com todos os meus desejos de ser solidário. Todos os meus valores que considerava como certos, imutáveis e perfeitos agora eram apenas desenhos de uma criança que nunca poderia fazer escola de artes. Nem bem havia deixado à sala e uma conhecida da faculdade me chamou para participar de um grupo sobre religião. Eu, que sempre fui ateu o mais fervoroso possível e contra o poder alienável da religião, não consegui dizer não. Não sei se foi a carinha tão pura dela ou minha vontade de saber mais sobre as religiões.
Ao chegar à sala, todos me perguntaram o que eu fazia ali. Falei que a minha conhecida havia me chamado de uma forma inaceitável. Todos me olharam estranhamente. Perguntaram-me sobre quais seriam os meus valores fundamentais. Como todo bom discípulo de Marilyn Monroe, disse que os diamantes são eternos. Todos meio que riram, mas continuaram me estranhando. Complementei dissendo que apenas os diamantes conseguiriam existir após a terra fosse engolida pelo sol que morria. Todos falaram, como bons evangélicos, que como os diamantes também somos nós, pois fomos criados por Deus, e estas coisas. Tive muita vontade de rir no momento, mas me segurei.
Enquanto eles cantavam e pediam ao demônio, pela força de Deus, que se afastassem dali (senti como se fosse um pedido para que eu me retirasse), fiquei pensando. Será que nós somos como os diamantes? Será que eles são realmente eternos? Enquanto eles liam uma parte da bíblia que falava sobre um cara que foi decapitado, ou esganado, sei lá, estas perguntas me atormentaram a talvez existente alma dentro de mim. Será que eu poderia ser como diamante, eterno, belo, brilhante?
Olhava intensamente o solitário de diamante que estava no meu dedo. Ele era duro, brilhante, resistente, caro e eterno. Eu sempre me achei mole, não tão inteligente, pouco resistente e mortal. Não, talvez eu não fosse um diamante, pelo menos como o que estava no meu dedo. Mas, para que todo diamante aparecesse perfeito, havia a necessidade de ser lapidado primeiro. E, lapidado valia sempre mais e era, sempre, mais almejado. O diamante que estava em meu dedo, um dia já havia sido uma pedra suja que eu não pagaria nem um centavo.
Será que no fundo, somos todos uma pedra suja que, se lapidada, poderá se transformar num grande, forte e caro diamante? Como todo bom joalheiro sabe, todo diamante tem uma sujeirinha que não sai com nenhuma lapidação, por melhor que seja. Será, então, que somos belos diamantes, mas ainda impuros? Ou será que há pessoas que são diamantes impuros ou não-lapidados? Talvez, minha alma gritava. Como eu gostaria de ser um diamante lapidado e com algumas impurezas, imperceptíveis a olho nu, e que estas fossem o que a tornasse única. Sei que tenho defeitos, mas todos têm. Há também defeitos que fazem parte da pessoa, que a fazem ser como ela é realmente. Minha alma, nesta hora acalmou e desapareceu, espero que não para sempre.
E lá estavam eles, lendo uma parte que falca sobre deserto e o espírito santo e eu lá, desejando à hora de sair. Talvez este fosse uma de minhas impurezas, o ceticismo. Será que eu gostaria de lapidar esta parte, ou ela é que me fazia único? Resolvi sair, dissendo que eu era como um diamante e que uma de minhas impurezas era o ceticismo e o ateísmo e que não gostaria de lapidar esta parte. Era ela que me fazia ser o que eu era realmente. Então saí, brilhante como um diamante e convencido de minha força e beleza. Um dia, alguém, verá o alto valor que tenho e me comprará e me porá no solitário que é a sua vida. Aí sim serei eterno, como os diamantes.
O filme já havia acabado, com todos os meus desejos de ser solidário. Todos os meus valores que considerava como certos, imutáveis e perfeitos agora eram apenas desenhos de uma criança que nunca poderia fazer escola de artes. Nem bem havia deixado à sala e uma conhecida da faculdade me chamou para participar de um grupo sobre religião. Eu, que sempre fui ateu o mais fervoroso possível e contra o poder alienável da religião, não consegui dizer não. Não sei se foi a carinha tão pura dela ou minha vontade de saber mais sobre as religiões.
Ao chegar à sala, todos me perguntaram o que eu fazia ali. Falei que a minha conhecida havia me chamado de uma forma inaceitável. Todos me olharam estranhamente. Perguntaram-me sobre quais seriam os meus valores fundamentais. Como todo bom discípulo de Marilyn Monroe, disse que os diamantes são eternos. Todos meio que riram, mas continuaram me estranhando. Complementei dissendo que apenas os diamantes conseguiriam existir após a terra fosse engolida pelo sol que morria. Todos falaram, como bons evangélicos, que como os diamantes também somos nós, pois fomos criados por Deus, e estas coisas. Tive muita vontade de rir no momento, mas me segurei.
Enquanto eles cantavam e pediam ao demônio, pela força de Deus, que se afastassem dali (senti como se fosse um pedido para que eu me retirasse), fiquei pensando. Será que nós somos como os diamantes? Será que eles são realmente eternos? Enquanto eles liam uma parte da bíblia que falava sobre um cara que foi decapitado, ou esganado, sei lá, estas perguntas me atormentaram a talvez existente alma dentro de mim. Será que eu poderia ser como diamante, eterno, belo, brilhante?
Olhava intensamente o solitário de diamante que estava no meu dedo. Ele era duro, brilhante, resistente, caro e eterno. Eu sempre me achei mole, não tão inteligente, pouco resistente e mortal. Não, talvez eu não fosse um diamante, pelo menos como o que estava no meu dedo. Mas, para que todo diamante aparecesse perfeito, havia a necessidade de ser lapidado primeiro. E, lapidado valia sempre mais e era, sempre, mais almejado. O diamante que estava em meu dedo, um dia já havia sido uma pedra suja que eu não pagaria nem um centavo.
Será que no fundo, somos todos uma pedra suja que, se lapidada, poderá se transformar num grande, forte e caro diamante? Como todo bom joalheiro sabe, todo diamante tem uma sujeirinha que não sai com nenhuma lapidação, por melhor que seja. Será, então, que somos belos diamantes, mas ainda impuros? Ou será que há pessoas que são diamantes impuros ou não-lapidados? Talvez, minha alma gritava. Como eu gostaria de ser um diamante lapidado e com algumas impurezas, imperceptíveis a olho nu, e que estas fossem o que a tornasse única. Sei que tenho defeitos, mas todos têm. Há também defeitos que fazem parte da pessoa, que a fazem ser como ela é realmente. Minha alma, nesta hora acalmou e desapareceu, espero que não para sempre.
E lá estavam eles, lendo uma parte que falca sobre deserto e o espírito santo e eu lá, desejando à hora de sair. Talvez este fosse uma de minhas impurezas, o ceticismo. Será que eu gostaria de lapidar esta parte, ou ela é que me fazia único? Resolvi sair, dissendo que eu era como um diamante e que uma de minhas impurezas era o ceticismo e o ateísmo e que não gostaria de lapidar esta parte. Era ela que me fazia ser o que eu era realmente. Então saí, brilhante como um diamante e convencido de minha força e beleza. Um dia, alguém, verá o alto valor que tenho e me comprará e me porá no solitário que é a sua vida. Aí sim serei eterno, como os diamantes.
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